da atenção

12 outubro, 2017



Só a atenção profunda refreia a "inconstância dos olhos" e gera a concentração capaz de fazer "cruzar as mãos errantes da natureza". Sem esta concentração contemplativa, o olhar vagueia errante sem ser capaz de expressar coisa alguma. A arte é, porém, um "ato de expressão". Até Nietzsche, que substituiu o Ser pela Vontade, sabia que toda a vida humana terminaria numa hiperatividade fatídica, se fosse despojada de todo o seu lado contemplativo (...) ”
Byung-Chul Han, "A Sociedade do Cansaço". Relógio D'Água, 2010. (p.28)

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