as cores do Porto

11 maio, 2017

colors

como nunca as imaginamos.

saudinha, saudinha é que é preciso!

10 maio, 2017

Efeito risogravura #porto #tipografia

Aquele comentário precioso de todas as velhinhas que ouvimos toda a vida, e que é realmente verdade. Porque é o essencial. Porque sem saúde (física ou mental), mudamos irremediavelmente a nossa vida e a das pessoas que nos rodeiam.

Não há epidemia que não leve consigo de arrasto o amor como o conhecíamos.

coleção-padrão

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31

10 abril, 2017

31 outra vez

foto da *L

da Tradição e do Autêntico

23 março, 2017

Casa Oriental  #vscocam #vscocam #igersportugal #igersopo #comerciotradicional #Porto #latergram #um365
"(...) É tradicional aquilo que se diz que é para os efeitos pelos quais se diz que é e porquê. É uma definição como outra qualquer. Serve ao mesmo tempo para falar das coisas e, sobretudo, a partir das coisas na demanda de outros assuntos que assim se vão insinuando. Quando alguém quer dizer a alguém que a sua condição é um pouco mais sofisticada, dir-lhe-á, por exemplo, sabes, descobri este lenço naquela loja muito antiga, muito tradicional que há naquela rua onde ninguém vai. O outro, se perceber, responder-lhe-á, sim, sim já sei, é aquela loja que compra os restos de colecção da Zara. E pronto. Diz-se também que o tradicional é autêntico. Outra vaca no milho. Autêntico é tudo o que existe porque basta isso para lhe atestar a autenticidade, seja uma falsificação de uma pintura conhecida, seja um porta-chaves com o Monstro do Lago Negro."

Álvaro Domingues
Casa Oriental: Chá, Café e Chocolate

Delicadezas

20 março, 2017

pétalas nas árvores

//antes//


A saber:
a perda, tal como
um homem
é uma coisa sozinha
sem dono. A tê-la,
nossa,
é também
de sofrer sozinhos.

Nunca partilhamos as perdas,
nem as partidas.
Só o fôlego
desse intervalo magro
entre largar a mão
da tua presença.

_

Saber aquilo que me
mirrava
no peito
mas também no centro
do coração:
uma estrela
tão grande que
crescia sem pontas,
só brilho.

_

Se acordo
de um sopro,
adormeces
naquele
segundo emprestado.

O amor só
suga
o único ar intransmissível.


Junho 2015

Delicadezas

19 março, 2017

wood

//depois//


Até o meu cabelo, apostado em
não crescer
anos a fio
parecia brotar
do cucuruto, e da nuca,
louco em longuras
depois que te deixei.

_

E as falas claras e concisas
das conversas
a ficarem para trás,
só um susurro
entre-dentes
no passado.

_

E os gestos
infinitos
sempre os mesmos,
a serem agora
revistos
pela mãos
novas que fiz.

_

Até os olhos,
depois de te deixar,
são mais
fáceis agora
e sem
aquela tristeza
que era da
indiferença.

_

Depois de te deixar
voltei a fotografar as mesmas
imagens que conhecia antes
de saber
quem eras.

Será que nunca soube
de ti
por causa das imagens
velhas?

_

Ficarmos
ocos
por dentro
nunca é
uma opção.

É um desvio.

_

É para ficarmos
a saber
que o amor
nos rouba (sempre)
à poesia.


Junho 2015

coleção-padrão

15 março, 2017

deep green

Rua do Torno

"És Rua do Torno? Rua do Casal? O refrão diz não, não, não, não."

O teu nome é uma daquelas coisas que se perde em tradução.
De sangue rosa azulado em nobreza e não só mesa, tecto, colchão.

O meu nome foi só outra coisa rabiscado na parede, a tua lousa.
De aparatoso há quem o ache piroso mas tu também és cor-de-rosa.

És rosa de cheiro? És rosa de gládio? Botão de betão?
Não, não, não, não, não...

Recordações são palavrões nortenhos, asneiras banalizadas.
O meu vernáculo é o do habitáculo das 13 assoalhadas.

Recordações da casa cor-de-rosa. Estás colmatosa, eu adormeci.
Vais devoluta e eu não estou de volta, mas ainda acordo em ti.

És rua do Torno? Rua do Casal? O refrão diz
Não, não, não, não, não...


Samuel Úria,
Rua da Fonte Nova 171

7 anos

16 fevereiro, 2017



2557 dias sem ti.
todos os dias, o impossível.

7 years ago

13 fevereiro, 2017

l'anje noir

L'anje noir