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10 abril, 2017

31 outra vez

foto da *L

da Tradição e do Autêntico

23 março, 2017

Casa Oriental  #vscocam #vscocam #igersportugal #igersopo #comerciotradicional #Porto #latergram #um365
"(...) É tradicional aquilo que se diz que é para os efeitos pelos quais se diz que é e porquê. É uma definição como outra qualquer. Serve ao mesmo tempo para falar das coisas e, sobretudo, a partir das coisas na demanda de outros assuntos que assim se vão insinuando. Quando alguém quer dizer a alguém que a sua condição é um pouco mais sofisticada, dir-lhe-á, por exemplo, sabes, descobri este lenço naquela loja muito antiga, muito tradicional que há naquela rua onde ninguém vai. O outro, se perceber, responder-lhe-á, sim, sim já sei, é aquela loja que compra os restos de colecção da Zara. E pronto. Diz-se também que o tradicional é autêntico. Outra vaca no milho. Autêntico é tudo o que existe porque basta isso para lhe atestar a autenticidade, seja uma falsificação de uma pintura conhecida, seja um porta-chaves com o Monstro do Lago Negro."

Álvaro Domingues
Casa Oriental: Chá, Café e Chocolate

Delicadezas

20 março, 2017

pétalas nas árvores

//antes//


A saber:
a perda, tal como
um homem
é uma coisa sozinha
sem dono. A tê-la,
nossa,
é também
de sofrer sozinhos.

Nunca partilhamos as perdas,
nem as partidas.
Só o fôlego
desse intervalo magro
entre largar a mão
da tua presença.

_

Saber aquilo que me
mirrava
no peito
mas também no centro
do coração:
uma estrela
tão grande que
crescia sem pontas,
só brilho.

_

Se acordo
de um sopro,
adormeces
naquele
segundo emprestado.

O amor só
suga
o único ar intransmissível.


Junho 2015

Delicadezas

19 março, 2017

wood

//depois//


Até o meu cabelo, apostado em
não crescer
anos a fio
parecia brotar
do cucuruto, e da nuca,
louco em longuras
depois que te deixei.

_

E as falas claras e concisas
das conversas
a ficarem para trás,
só um susurro
entre-dentes
no passado.

_

E os gestos
infinitos
sempre os mesmos,
a serem agora
revistos
pela mãos
novas que fiz.

_

Até os olhos,
depois de te deixar,
são mais
fáceis agora
e sem
aquela tristeza
que era da
indiferença.

_

Depois de te deixar
voltei a fotografar as mesmas
imagens que conhecia antes
de saber
quem eras.

Será que nunca soube
de ti
por causa das imagens
velhas?

_

Ficarmos
ocos
por dentro
nunca é
uma opção.

É um desvio.

_

É para ficarmos
a saber
que o amor
nos rouba (sempre)
à poesia.


Junho 2015

Rua do Torno

15 março, 2017

"És Rua do Torno? Rua do Casal? O refrão diz não, não, não, não."

O teu nome é uma daquelas coisas que se perde em tradução.
De sangue rosa azulado em nobreza e não só mesa, tecto, colchão.

O meu nome foi só outra coisa rabiscado na parede, a tua lousa.
De aparatoso há quem o ache piroso mas tu também és cor-de-rosa.

És rosa de cheiro? És rosa de gládio? Botão de betão?
Não, não, não, não, não...

Recordações são palavrões nortenhos, asneiras banalizadas.
O meu vernáculo é o do habitáculo das 13 assoalhadas.

Recordações da casa cor-de-rosa. Estás colmatosa, eu adormeci.
Vais devoluta e eu não estou de volta, mas ainda acordo em ti.

És rua do Torno? Rua do Casal? O refrão diz
Não, não, não, não, não...


Samuel Úria,
Rua da Fonte Nova 171

7 anos

16 fevereiro, 2017



2557 dias sem ti.
todos os dias, o impossível.

7 years ago

13 fevereiro, 2017

l'anje noir

L'anje noir

Cachecol Pincel

12 janeiro, 2017





Um longo cachecol feito por encomenda, há cerca de um ano atrás. Está disponível na minha nova loja, sempre por encomenda, e numa paleta de cores à escolha.

six years ago

one year ago

02 agosto, 2016

Cotton Tote bags by Mariamélia

Fotografava os primeiros produtos da Mariamélia.

Queen

19 abril, 2016

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